Fim de ano chegando e temos aquela velha mania de começar a pensar como tudo foi e o que queremos que seja diferente no ano que vem. Ainda não dá para fechar o balanço de 2009 mas posso dizer que o desafio do ano foi lidar com pessoas.
Nunca me achei uma pessoa pragmática, pois analiso muito tudo dentro da minha cabeça, e acho que isso não é coisa de gente pragmática, mas ouvindo a maioria das pessoas com as quais eu convivo falar, passo a pensar que as pessoas são muito escravas de "jogos mentais" que elas mesmas criam.
Outro dia, ouvindo um casal de amigos falar sobre o que eles acreditam em relação a relacionamentos amorosos, eu fiquei até cansada de ouvir e tentar entender o número de considerações que eles faziam sobre o tema.
"As pessoas viajam." Quantas vezes eu me peguei pensando isso esse ano. O que me faz pensar se realmente as pessoas "viajam" em jogos neuróticos, ou se sou eu que não consigo compreender as pessoas. Tenho sentido cada vez mais uma grande impaciência para assuntos em que as pessoas fiquem conjecturando sobre a vida e os outros. Me dá vontade de dizer: viva. Não fique conjecturando. Deixe isso para questões mais existenciais ou metafísicas. Não se importe tanto com a opinião da maioria das pessoas, elas são efêmeras, mas podem te engessar, te impedir de viver de ser feliz e de nada valem para a tua existência. São só opiniões externas e incontroláveis, que em geral, nada refletem o que você é.
Tem gente que dá vontade até de sacudir para ver se sai desse transe.
Enfim... Estou passando por uma fase de grande impaciência com o próximo, rs;
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Maquiagens e auto-cobrança
Tem bastante tempo que eu não escrevo por aqui. Estou de férias e o que me motivou a escrever foi divulgar um Blog que eu descobri e que estou viciada chamado: "Vende na Farmácia".
Fiquei me perguntando o que escrever sobre ele, afinal, é um blog sobre cométicos e maquiagens boas e baratas, o que distoa em muito das outras coisas que escrevo aqui, pois geralmente falo sobre questões da minha vida como professora e questões filosóficas-existenciais, rs, da minha vida pessoal.
Bom, curtir um blog sobre maquiagem, me faz ter um pouco de sentimento de culpa, afinal, maquiagem é uma coisa inútil e consumista, pois é fato que quem gosta de maquiagem sempre compra um monte de coisas e que a maioria delas nem será usada (especialmente aquelas compradas em livretos).
No meu dia a dia como dona de casa, vivo uma eterna angústia,tentando ser uma consumidora consciente, lavando lixo reciclável, procurando lista de trangênicos para não comprá-los, fazendo comida para evitar ao máximo ingerir conservantes, gordura trans, agrotóxicos, dioxina, arf, enfim, é muito difícil e cansativo ser politica e ecologicamente correta. O próprio blog sobre maquiagem eu achei em uma reportagem sobre cosméticos que não são testados em animais.
Além de todas essas preocupações, eu ainda tenho que ser uma profissional bem sucedida, economizar dinheiro, praticar esportes, comer comidas saudáveis, ter uma boa aparência, ser simpática e ainda por cima me divertir.
Enfim, tudo isso as vezes é muito cansativo.
Mas tenho tentado sem culpa gostar de maquiagem, comprar roupas, ver a Ana Maria Braga de manhã e etc.
Além do blog, estou lendo um livro chamado "Casais inteligentes enriquecem juntos", o que tem ajudado a me organizar financeiramente, mas que me faz sofrer pois fico num dilema entre comprar ou não maquiagem. Além disso fico em uma grande angustia entre fazer ou não meus adorados lanchinhos da tarde em cafeterias e tomar meus chopinhos(quanto eu economizaria em um mês se não fizesse isso?). O livro é bom, e não é xiita, eu é que sou angustiada mesmo. Serve tanto para casais quanto para solteiros que querem estruturar sua vida financeira.
Por fim, gostaria de dedicar essa postagem a minha amiga Aline, a qual lembrei muito escrevendo tudo isso e com que certamente irá adorar o blog, o livro e tb adora um chá da tarde bem servido, com muito menos sentimento de culpa.
Fiquei me perguntando o que escrever sobre ele, afinal, é um blog sobre cométicos e maquiagens boas e baratas, o que distoa em muito das outras coisas que escrevo aqui, pois geralmente falo sobre questões da minha vida como professora e questões filosóficas-existenciais, rs, da minha vida pessoal.
Bom, curtir um blog sobre maquiagem, me faz ter um pouco de sentimento de culpa, afinal, maquiagem é uma coisa inútil e consumista, pois é fato que quem gosta de maquiagem sempre compra um monte de coisas e que a maioria delas nem será usada (especialmente aquelas compradas em livretos).
No meu dia a dia como dona de casa, vivo uma eterna angústia,tentando ser uma consumidora consciente, lavando lixo reciclável, procurando lista de trangênicos para não comprá-los, fazendo comida para evitar ao máximo ingerir conservantes, gordura trans, agrotóxicos, dioxina, arf, enfim, é muito difícil e cansativo ser politica e ecologicamente correta. O próprio blog sobre maquiagem eu achei em uma reportagem sobre cosméticos que não são testados em animais.
Além de todas essas preocupações, eu ainda tenho que ser uma profissional bem sucedida, economizar dinheiro, praticar esportes, comer comidas saudáveis, ter uma boa aparência, ser simpática e ainda por cima me divertir.
Enfim, tudo isso as vezes é muito cansativo.
Mas tenho tentado sem culpa gostar de maquiagem, comprar roupas, ver a Ana Maria Braga de manhã e etc.
Além do blog, estou lendo um livro chamado "Casais inteligentes enriquecem juntos", o que tem ajudado a me organizar financeiramente, mas que me faz sofrer pois fico num dilema entre comprar ou não maquiagem. Além disso fico em uma grande angustia entre fazer ou não meus adorados lanchinhos da tarde em cafeterias e tomar meus chopinhos(quanto eu economizaria em um mês se não fizesse isso?). O livro é bom, e não é xiita, eu é que sou angustiada mesmo. Serve tanto para casais quanto para solteiros que querem estruturar sua vida financeira.
Por fim, gostaria de dedicar essa postagem a minha amiga Aline, a qual lembrei muito escrevendo tudo isso e com que certamente irá adorar o blog, o livro e tb adora um chá da tarde bem servido, com muito menos sentimento de culpa.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Momento insolito
Bom, eu já contei um fato engraçado que me aconteceu no meu movimento pendular Niterói-Nova Friburgo, mas hoje aconteceu mais um e eu gostaria de dividir.
Estava eu na latitude correspondente a Papucaia, em uma van rumo à Itaboraí. Em um determinado ponto, sobem duas "moças", estilo aquelas que sairam com o Ronaldinho, de shortinho e corpete. Até ai nada demais, não fosse o fato de que dois pontos depois entraram duas pessoas (um casal) vestidos sobriamente e com uma bíblia debaixo do braço. Sentaram todos, lado à lado.
Achei super democrática essa van. Todos nós ali coexistindo pacificamente.
Um detalhe relevante é que tudo isso aconteceu ao som de "Material Girl" da Madonna.
Imaginou a cena?
Bom, para fechar com chave de ouro, vim ouvindo Mamonas Assassinas até Niterói. O motorista se revelou grande fã do grupo.
Estava eu na latitude correspondente a Papucaia, em uma van rumo à Itaboraí. Em um determinado ponto, sobem duas "moças", estilo aquelas que sairam com o Ronaldinho, de shortinho e corpete. Até ai nada demais, não fosse o fato de que dois pontos depois entraram duas pessoas (um casal) vestidos sobriamente e com uma bíblia debaixo do braço. Sentaram todos, lado à lado.
Achei super democrática essa van. Todos nós ali coexistindo pacificamente.
Um detalhe relevante é que tudo isso aconteceu ao som de "Material Girl" da Madonna.
Imaginou a cena?
Bom, para fechar com chave de ouro, vim ouvindo Mamonas Assassinas até Niterói. O motorista se revelou grande fã do grupo.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Um pouquinho de alienação!

Bom, não tenho escrito, não pela falta de tempo em si, mas pela falta de capacidade de elaborar frases, provocada pelo excesso de trabalho.
Em meio a tantos conflitos existenciais, resolvi fazer um programinha "alternativo": fui ver "Sex-and-the-city" com um grupo de amigas e depois nos enchemos de comidas cheias de açúcar no outback! Obviamente, falamos muita besteira e rimos muito!
Viva ao Imperialismo! hehe
Depois disso recarreguei minhas baterias!
E percebi que não dá p/ levar tudo tão a sério sempre!
FUI!
Até o próximo!
terça-feira, 10 de junho de 2008
E viva a diversidade Humana! Aha, uhu
Como estou totalmente sem tempo de escreve aqui, vou contar uma situação pitoresca que vivenciei essa semana.
Dia desses, eu estava querendo ler um livro mais, digamos, divertido e relaxante.
Ao abrir minha estante, percebi que não havia tal artefato e acabei pegando um livro do Nietzsche que na verdade pertence ao meu pai. Por mais que pareça estranho (coisa de nerd mesmo), eu tenho me divertido lendo esse livro, pq o Nietzsche é bem debochado (pelo menos me parece) e ele debocha de coisas que são super valorizadas pela cultura clássica.
Há mais ou menos um ano atrás (17/06/07) eu escrevi um post sobre um livro que eu havia dado de presente chamado "Nietzsche e a Educação", post no qual, entre outras, coisas eu comentava que nunca tinha lido nada sobre esse filósofo.
Mas, o fato pitoresco em si, é que nessa semana, em uma das minhas idas à Friburgo para ar aulas, saquei o livro e comecei a ler. Logo após ter pego o livro, percebi que a senhora sentada ao meu lado no ônibus havia feito o mesmo. Após algum tempo, parei de ler e fiquei pensativa olhando a paisagem, mas não contive a curiosidade e dei uma olhada no livro em que a tal senhora estava lendo. Ela lia o "livro mais lido do mundo", ou seja a Bíblia.
Comecei a rir, pois o último parágrafo do meu livro criticava justamente as crenças judáico-cristãs e bem ao meu lado uma pessoa lia a bíblia.
Comecei a me sentir muito estranha naquele ambiente, muito estranha entre aquelas pessoas, muito distante daquela realidade. Não porque eu achava que tudo o que o Nietzsche dizia fazia sentido e que as religiões fossem um mal a ser combatido, mas porque fiquei pensando que a maioria das pessoas ali sequer se permitiriam questionar isso (ou seja, dar o benefício da dúvida às suas crenças).
Será que o conhecimento isola as pessoas em ilhas?
Só de curiosidade, o livro que eu estava lendo era "O Crepúsculo dos Ídolos" e o que a senhora estava lendo era o livro de Amós, que é um dos últimos textos do Antigo Testamento que eu nem conhecia, mas andei dando uma olha e vi que fala bastante do julgamento daqueles que não seguirem as palavras de Javé.
Viva a diversidade humana!!!
ziriguidum, ziriguidum...
PS: Pessoas, comentem. As visitas a esse espaço tem rolado, mas fico sem o famoso "feedback"!
Dia desses, eu estava querendo ler um livro mais, digamos, divertido e relaxante.
Ao abrir minha estante, percebi que não havia tal artefato e acabei pegando um livro do Nietzsche que na verdade pertence ao meu pai. Por mais que pareça estranho (coisa de nerd mesmo), eu tenho me divertido lendo esse livro, pq o Nietzsche é bem debochado (pelo menos me parece) e ele debocha de coisas que são super valorizadas pela cultura clássica.
Há mais ou menos um ano atrás (17/06/07) eu escrevi um post sobre um livro que eu havia dado de presente chamado "Nietzsche e a Educação", post no qual, entre outras, coisas eu comentava que nunca tinha lido nada sobre esse filósofo.
Mas, o fato pitoresco em si, é que nessa semana, em uma das minhas idas à Friburgo para ar aulas, saquei o livro e comecei a ler. Logo após ter pego o livro, percebi que a senhora sentada ao meu lado no ônibus havia feito o mesmo. Após algum tempo, parei de ler e fiquei pensativa olhando a paisagem, mas não contive a curiosidade e dei uma olhada no livro em que a tal senhora estava lendo. Ela lia o "livro mais lido do mundo", ou seja a Bíblia.
Comecei a rir, pois o último parágrafo do meu livro criticava justamente as crenças judáico-cristãs e bem ao meu lado uma pessoa lia a bíblia.
Comecei a me sentir muito estranha naquele ambiente, muito estranha entre aquelas pessoas, muito distante daquela realidade. Não porque eu achava que tudo o que o Nietzsche dizia fazia sentido e que as religiões fossem um mal a ser combatido, mas porque fiquei pensando que a maioria das pessoas ali sequer se permitiriam questionar isso (ou seja, dar o benefício da dúvida às suas crenças).
Será que o conhecimento isola as pessoas em ilhas?
Só de curiosidade, o livro que eu estava lendo era "O Crepúsculo dos Ídolos" e o que a senhora estava lendo era o livro de Amós, que é um dos últimos textos do Antigo Testamento que eu nem conhecia, mas andei dando uma olha e vi que fala bastante do julgamento daqueles que não seguirem as palavras de Javé.
Viva a diversidade humana!!!
ziriguidum, ziriguidum...
PS: Pessoas, comentem. As visitas a esse espaço tem rolado, mas fico sem o famoso "feedback"!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Le travail, les amis
Trabalhar parece ser o ponto alto da vida adulta!
Acho que se para ser criança tem que brincar (ainda existe criança?), adolescente tem que ficar e por fim, para ser adulto de verdade tem que se trabalhar.
É que quando corremos atrás de nossa independência total, um requisito básico é ser capaz de se auto-sustentar e ai vem o dinheiro e o trabalho...
Trabalhar é comumente visto em nossa sociedade como um sacrifício. Somos criados sobre o mito de que fomos expulsos do paraíso e que teremos que nos virar com sofrimento para sobreviver sem a "vida boa" do paraíso.
Acho que já falei aqui que tenho uma lista de discussão com alguns amigos do tempo de faculdade. Essa lista é praticamente uma entidade, pq tem gente ali que eu nem se quer convivi muito na época da minha graduação, mas com quem eu troco mais idéias do que com meus vizinhos. Acho que tem alguns que eu não vejo há anos. Tem os que participam muito e os que só leem "silenciosamente"(ou talvez só deletem os e-mails).
Essa semana, a discussão foi inflamada! Discutimos sobre o caráter propedêutico da Universidade. Uns acham que a universidade falhou em não nos apontar caminhos para o mundo do trabalho e outros acham que a universidade foi muito boa e ensinou o que lhe cabia ensinar.
Não vou tecer as minhas opiniões sobre essa discussão nesse post, posso até fazer isso em mensagens futuras.
Apenas acho que o que ficou claro para mim é que minha geração está vivendo o momento de sofrer a expulsão do paraíso.
Ouço muitos reclamarem do sofrimento provocado pela solidão da vida adulta. Eu ainda não senti isso, mas vejo essa ser uma reclamação constante.
Uma vez em uma livraria vi um livro intitulado a crise dos 25 anos. Nessa época eu tinha uns 20 e pouquinhos e achava que esse tipo de crise vinha só depois dos 40 quando as pessoas supostamente virariam pessoas bem sucedidas profissionalmente mas infelizes na vida pessoal. Tempos modernos... (ou pós-modernos) agora a crise já vem aos 25. Crise de um adulto que não consegue ser adulto de um ponto de vista pré-concebido e que sofre em crescer e muitas vezes reluta ao máximo para não passar por essa perda necessária.
Nos animemos, afinal, o preço do paraíso foi o fruto da árvore do conhecimento. Transgredir, mudar, pensar é então em sua origem, ser humano.
Acho que se para ser criança tem que brincar (ainda existe criança?), adolescente tem que ficar e por fim, para ser adulto de verdade tem que se trabalhar.
É que quando corremos atrás de nossa independência total, um requisito básico é ser capaz de se auto-sustentar e ai vem o dinheiro e o trabalho...
Trabalhar é comumente visto em nossa sociedade como um sacrifício. Somos criados sobre o mito de que fomos expulsos do paraíso e que teremos que nos virar com sofrimento para sobreviver sem a "vida boa" do paraíso.
Acho que já falei aqui que tenho uma lista de discussão com alguns amigos do tempo de faculdade. Essa lista é praticamente uma entidade, pq tem gente ali que eu nem se quer convivi muito na época da minha graduação, mas com quem eu troco mais idéias do que com meus vizinhos. Acho que tem alguns que eu não vejo há anos. Tem os que participam muito e os que só leem "silenciosamente"(ou talvez só deletem os e-mails).
Essa semana, a discussão foi inflamada! Discutimos sobre o caráter propedêutico da Universidade. Uns acham que a universidade falhou em não nos apontar caminhos para o mundo do trabalho e outros acham que a universidade foi muito boa e ensinou o que lhe cabia ensinar.
Não vou tecer as minhas opiniões sobre essa discussão nesse post, posso até fazer isso em mensagens futuras.
Apenas acho que o que ficou claro para mim é que minha geração está vivendo o momento de sofrer a expulsão do paraíso.
Ouço muitos reclamarem do sofrimento provocado pela solidão da vida adulta. Eu ainda não senti isso, mas vejo essa ser uma reclamação constante.
Uma vez em uma livraria vi um livro intitulado a crise dos 25 anos. Nessa época eu tinha uns 20 e pouquinhos e achava que esse tipo de crise vinha só depois dos 40 quando as pessoas supostamente virariam pessoas bem sucedidas profissionalmente mas infelizes na vida pessoal. Tempos modernos... (ou pós-modernos) agora a crise já vem aos 25. Crise de um adulto que não consegue ser adulto de um ponto de vista pré-concebido e que sofre em crescer e muitas vezes reluta ao máximo para não passar por essa perda necessária.
Nos animemos, afinal, o preço do paraíso foi o fruto da árvore do conhecimento. Transgredir, mudar, pensar é então em sua origem, ser humano.
domingo, 1 de junho de 2008
Sobre o caso de amor entre a Mulher e o Livro
Bem, estive meio ausente daqui pois fui chamada em um concurso para professora de Ciências e estava às voltas com a posse, escolha de colégio, etc.
No final de semana passado, embora a minha resistência a comprar livros novos, uma vez que tenho alguns em minha prateleira que eu nunca li (e sempre digo que só comprarei um novo se ler os que eu tenho) fui "seduzida" por um livro, se é que você me entende.
Eu entrei na livraria com uma amiga. Estava decidida a não comprar nada, mas uma amiga me indicou um autor. Ela disse, "Bel, acho que você vai gostar desse cara aqui..."
Dito e feito. O cara, é o sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Depois eu vim a saber que ele é muito conhecido, mas eu fui "apresentada" a ele ali e foi "amor a primeira vista".
Ele é um teórico sobre a pós-modernidade. Um tema que eu falo com recorrência, apesar de ainda estar tentando entender. rs.
De acordo com o site wikipédia O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, um dos principais popularizadores do termo Pós-Modernidade no sentido de forma póstuma da modernidade, atualmente prefere usar a expressão "modernidade líquida" - uma realidade ambígua, multiforme, na qual, como na clássica expressão marxiana, tudo o que é sólido se desmancha no ar.
O livro que eu comprei chama-se "Medo Líquido". Infelizmente não estou tendo o tempo necessário para "degustá-lo", mas assim que isso for possível, eu comento sobre ele por aqui.
No final de semana passado, embora a minha resistência a comprar livros novos, uma vez que tenho alguns em minha prateleira que eu nunca li (e sempre digo que só comprarei um novo se ler os que eu tenho) fui "seduzida" por um livro, se é que você me entende.
Eu entrei na livraria com uma amiga. Estava decidida a não comprar nada, mas uma amiga me indicou um autor. Ela disse, "Bel, acho que você vai gostar desse cara aqui..."
Dito e feito. O cara, é o sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Depois eu vim a saber que ele é muito conhecido, mas eu fui "apresentada" a ele ali e foi "amor a primeira vista".
Ele é um teórico sobre a pós-modernidade. Um tema que eu falo com recorrência, apesar de ainda estar tentando entender. rs.
De acordo com o site wikipédia O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, um dos principais popularizadores do termo Pós-Modernidade no sentido de forma póstuma da modernidade, atualmente prefere usar a expressão "modernidade líquida" - uma realidade ambígua, multiforme, na qual, como na clássica expressão marxiana, tudo o que é sólido se desmancha no ar.
O livro que eu comprei chama-se "Medo Líquido". Infelizmente não estou tendo o tempo necessário para "degustá-lo", mas assim que isso for possível, eu comento sobre ele por aqui.
domingo, 17 de junho de 2007
Se Nietzche tá errado, imagina Platão???
Ok, gente, não se assustem, eu não vou escrever sobre filosofia, pelo menos não sobre coisas muito complexas.
Uma das grandes frustações que temos é quando, diante de um "insight", uma idéia genial nossa, alguém vem e diz: "ah! Mas fulano (que geralmente é um grande pensador da humanidade) já disse isso há muito tempo! Sua idéia não é original!"
Somos movidos por uma necessidade de sermos autênticos e criativos, dai a frustração que se segue quando alguém nos diz que não fomos originais. Como passei muito por essa frustração quando criança e adolescente, tento fazer ao contrário quando meus alunos têm esses tipos de "insights". Eu digo: "parabéns! Você chegou sozinho onde um grande pensador chegou!" Acho que isso é um pouco mais estimulante.
Mas voltando as minhas frustrações infanto-juvenis, uma que eu carrego até hoje é: descobrir um conceito novo e complexo, entendê-lo e logo em seguida descobrir que ele já foi há muito ultrapassado.
É igual entender a Lei da Gravitação Universal no colégio e depois descobrir que a Einstein disse que a gravidade não existe, que o que acontece na verdade é que o Universo é curvo. Até eu entender isso, essa idéia de universo curvo já está mais do que ultrapassada (se já não estiver).
O que me motivou a escrever essa semana foi um livro que eu comprei para dar de presente. O livro chama-se "Nietzche e a Educação (de Jorge Larrosa, ed. Autentica). Não li o livro, pois era um presente, mas antes de comprar, dei uma olhada. No começo, o autor explica que Nietzche, apesar de superado, tinha uma grande importância pedagógica pela forma "como ele desmonta os pressupostos hermenêuticos da velha educação humanística."
Mas, putz! Pára tudo! Eu ainda estou aprendendo sobre o humanismo, mal sei o que é hermenêutica e alguém vem e me diz que Nietzche já desconstruiu isso tudo e que ele mesmo já foi superado!
Isso me deu uma certa dor de cabeça, e quem me conhece sabe que dificilmente eu tenho dor de cabeça.
Quer dizer, eu nunca nem li nada sobre Nietzche, pois considerava que primeiro precisava entender melhor os pensadores clássicos, e essa semana descobri que ele já era! O que fazer agora? Ignoro o Nietzche para todo o sempre.
Logo depois descobri que o Michael Apple, que é o autor do livro que eu comentei no último "post" também já foi ultrapassado pq ele é Marxista. Mas espera ai! Quase todos os autores atuais que eu leio são marxistas! O que eu faço???
Essa coisa de cultura deixa a gente meio perdido, meio deprê! Acho que vou ver a "Dança dos Famosos"!
Ah, outra coisa! Alguém ai me explica o que é a pós-modernidade!!!
Uma das grandes frustações que temos é quando, diante de um "insight", uma idéia genial nossa, alguém vem e diz: "ah! Mas fulano (que geralmente é um grande pensador da humanidade) já disse isso há muito tempo! Sua idéia não é original!"
Somos movidos por uma necessidade de sermos autênticos e criativos, dai a frustração que se segue quando alguém nos diz que não fomos originais. Como passei muito por essa frustração quando criança e adolescente, tento fazer ao contrário quando meus alunos têm esses tipos de "insights". Eu digo: "parabéns! Você chegou sozinho onde um grande pensador chegou!" Acho que isso é um pouco mais estimulante.
Mas voltando as minhas frustrações infanto-juvenis, uma que eu carrego até hoje é: descobrir um conceito novo e complexo, entendê-lo e logo em seguida descobrir que ele já foi há muito ultrapassado.
É igual entender a Lei da Gravitação Universal no colégio e depois descobrir que a Einstein disse que a gravidade não existe, que o que acontece na verdade é que o Universo é curvo. Até eu entender isso, essa idéia de universo curvo já está mais do que ultrapassada (se já não estiver).
O que me motivou a escrever essa semana foi um livro que eu comprei para dar de presente. O livro chama-se "Nietzche e a Educação (de Jorge Larrosa, ed. Autentica). Não li o livro, pois era um presente, mas antes de comprar, dei uma olhada. No começo, o autor explica que Nietzche, apesar de superado, tinha uma grande importância pedagógica pela forma "como ele desmonta os pressupostos hermenêuticos da velha educação humanística."
Mas, putz! Pára tudo! Eu ainda estou aprendendo sobre o humanismo, mal sei o que é hermenêutica e alguém vem e me diz que Nietzche já desconstruiu isso tudo e que ele mesmo já foi superado!
Isso me deu uma certa dor de cabeça, e quem me conhece sabe que dificilmente eu tenho dor de cabeça.
Quer dizer, eu nunca nem li nada sobre Nietzche, pois considerava que primeiro precisava entender melhor os pensadores clássicos, e essa semana descobri que ele já era! O que fazer agora? Ignoro o Nietzche para todo o sempre.
Logo depois descobri que o Michael Apple, que é o autor do livro que eu comentei no último "post" também já foi ultrapassado pq ele é Marxista. Mas espera ai! Quase todos os autores atuais que eu leio são marxistas! O que eu faço???
Essa coisa de cultura deixa a gente meio perdido, meio deprê! Acho que vou ver a "Dança dos Famosos"!
Ah, outra coisa! Alguém ai me explica o que é a pós-modernidade!!!
terça-feira, 12 de junho de 2007
sobre o dia dos namorados e o pseudo-intelectualismo
Como estou solteira, resolvi me dar um presente de dia dos namorados.
Cedendo aos apelos capitalistas, a lógica é a seguinte: se não vou gastar dinheiro com alguém, gasto comigo mesma. Já ia gastar aquele dinheiro de qq forma, certo?!
Para creer que eu não sou tão influenciada pela sociedade de consumo, comprei um livro e mais ainda, um livro que critica o Capitalismo, hehe.
O livro chama-se "Educando à Direita - Mercados, Padrões, Deus e Desigualdade" e é de um autor norte-americano chamado Michael Apple, a quem tive a felicidade de "conhecer" no ano passado.
O Michael Apple critica a influência do capitalismo e neoliberalismo na política educacional dos EUA. Mas no fundo, o que ele escreve parece mto com o que vemos no Brasil (pq será?!).
Já no prefácio, uma passagem critica a classe média, o que vou transcrever no texto a seguir:
"Se, se um lado, os intelectuais da pequena burguesia manifestam seu antagonismo aos discursos e posições hegemônicos-conservadores - exprimindo seu intimismo - por outro, a eles aderem, e até mesmo servem - ficando à sombra do poder - porque na crítica, tomaram o cuidado de não atacar os problemas mais estruturais, possibilitando esta conciliação entre oposição e situação."
Eu poderia dar vários exemplos sobre isso, mas gosto muito de um: se por um lado, como professora, quero uma educação pública, de qualidade e libertária, por outro, como indivíduo, quero que meus filhos tenham acesso à uma escola que lhes permita passar no vestibular para uma boa universidade. Isso está acima da proposta pedagógica da escola.
Fiquei me sentindo uma pequena burguesa... uma pseudo-intelectual cooptada (adorei isso, "vira-e-mexe" me sinto assim!).
Mas por outro, o livro custou 40 reais. Se eu não fosse uma "pequena burguesa", não teria comprado o livro.
Cedendo aos apelos capitalistas, a lógica é a seguinte: se não vou gastar dinheiro com alguém, gasto comigo mesma. Já ia gastar aquele dinheiro de qq forma, certo?!
Para creer que eu não sou tão influenciada pela sociedade de consumo, comprei um livro e mais ainda, um livro que critica o Capitalismo, hehe.
O livro chama-se "Educando à Direita - Mercados, Padrões, Deus e Desigualdade" e é de um autor norte-americano chamado Michael Apple, a quem tive a felicidade de "conhecer" no ano passado.
O Michael Apple critica a influência do capitalismo e neoliberalismo na política educacional dos EUA. Mas no fundo, o que ele escreve parece mto com o que vemos no Brasil (pq será?!).
Já no prefácio, uma passagem critica a classe média, o que vou transcrever no texto a seguir:
"Se, se um lado, os intelectuais da pequena burguesia manifestam seu antagonismo aos discursos e posições hegemônicos-conservadores - exprimindo seu intimismo - por outro, a eles aderem, e até mesmo servem - ficando à sombra do poder - porque na crítica, tomaram o cuidado de não atacar os problemas mais estruturais, possibilitando esta conciliação entre oposição e situação."
Eu poderia dar vários exemplos sobre isso, mas gosto muito de um: se por um lado, como professora, quero uma educação pública, de qualidade e libertária, por outro, como indivíduo, quero que meus filhos tenham acesso à uma escola que lhes permita passar no vestibular para uma boa universidade. Isso está acima da proposta pedagógica da escola.
Fiquei me sentindo uma pequena burguesa... uma pseudo-intelectual cooptada (adorei isso, "vira-e-mexe" me sinto assim!).
Mas por outro, o livro custou 40 reais. Se eu não fosse uma "pequena burguesa", não teria comprado o livro.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
um breve desabafo sobre os conflitos de identidade e realidade...
Dividindo centenas de milhares de identidades por ai afora.
Demora, mas a gente descobre que no mundo em que vivemos não temos mais 1, mas várias identidades a compartilhar. É tudo uma questão de se libertar dos rótulos, ou ao contrário, de usar um montão deles.
Acho que esse é um processo um pouco doído para a minha geração, acostumada a pensar que só somos especiais quando temos uma identidade e que estamos enquadrados em um grupo.
A internet tem um papel fundamental nisso. O sonho do conhecimento múltiplo e livre.
Essa é a próxima revolução, certo???
Silenciosa e pacífica como previa Gandhi.
Será??? Será que essa não é só mais uma ilusão de Maya a deusa hindu da ilusão?

Maya é a ilusão, a fantasmagoria que gera confusão que ilude a consciência das Entidades Vivas, que as impede de ver o Real.
Costumo brincar que às vezes vejo Maya dançando, ouço o som da música...
A música dela traz um sentimento dúbio: deixo-me seduzir, caio na dança ou fico atenta e escapo das armadilhas da ilusão.
Na filosofia oriental, pelo o que entendo, Maya não é um ser ardiloso, é ao também o poder criador do deus Brahman.
Então, a ilusão é criativa?!
Sempre fico na dúvida se me entrego ou se fujo da música... Fico mesmo na dúvida se deveras ouço essa música (usando deveras pela primeira vez na vida).
Demora, mas a gente descobre que no mundo em que vivemos não temos mais 1, mas várias identidades a compartilhar. É tudo uma questão de se libertar dos rótulos, ou ao contrário, de usar um montão deles.
Acho que esse é um processo um pouco doído para a minha geração, acostumada a pensar que só somos especiais quando temos uma identidade e que estamos enquadrados em um grupo.
A internet tem um papel fundamental nisso. O sonho do conhecimento múltiplo e livre.
Essa é a próxima revolução, certo???
Silenciosa e pacífica como previa Gandhi.
Será??? Será que essa não é só mais uma ilusão de Maya a deusa hindu da ilusão?

Maya é a ilusão, a fantasmagoria que gera confusão que ilude a consciência das Entidades Vivas, que as impede de ver o Real.
Costumo brincar que às vezes vejo Maya dançando, ouço o som da música...
A música dela traz um sentimento dúbio: deixo-me seduzir, caio na dança ou fico atenta e escapo das armadilhas da ilusão.
Na filosofia oriental, pelo o que entendo, Maya não é um ser ardiloso, é ao também o poder criador do deus Brahman.
Então, a ilusão é criativa?!
Sempre fico na dúvida se me entrego ou se fujo da música... Fico mesmo na dúvida se deveras ouço essa música (usando deveras pela primeira vez na vida).
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Já repararam o quanto assistir ao Jornal Nacional é emocional?!
Após algum tempo de alienação premeditada, hj eu voltei a assistir ao Jornal Nacional.
Foi super emocionante e na falta de ter com quem comentar, fica aqui registrado.
Para começar, fiquei sabendo que o presidente da Venezuela criticou o senado brasileiro.
Antes de tudo preciso explicar que passei por uma intensa fase de alienação voluntária, assim como um método zen-budista-ocidental-contemplativo (se isso colar eu ganho dinheiro).
Mas voltando à Venezuela, não entendi pq tamanha indignação com o presidente, afinal alguém que fala mal do senado brasileiro tem grandes chances probabilística de ter razão.
Logo depois, voltaram a falar mal da Venezuela, desta vez em outra reportagem, sobre o encontro da OEA (Org. dos Estados Americanos?!). A "Sr. Arroz" falou que os países americanos deveriam intervir na Venezuela, pois ela ameaça a Democracia! Hum... mas peraê! Intervir em um país não é contra os ideais democráticos? O país da "Srta. Arroz" já não faz isso em outros países?
Neste momento, uma vozinha em minha mente diz:
- Isaba, quem falou em ideais? Estamos falando da grande e bela Democracia. Isso não tem nada a ver com ideais!

Por último, mas não menos importante, vi uma reportagem sobre uns grafiteiros brasileiros que pintaram um castelo na Escócia do século 13 (ai do lado). O Sr. "Conde-sei-lá-do-que", dono do castelo, achou a princípio tudo muito estranho, mas agora ele está se sentindo um visionário renascentista.
Foi super emocionante e na falta de ter com quem comentar, fica aqui registrado.
Para começar, fiquei sabendo que o presidente da Venezuela criticou o senado brasileiro.
Antes de tudo preciso explicar que passei por uma intensa fase de alienação voluntária, assim como um método zen-budista-ocidental-contemplativo (se isso colar eu ganho dinheiro).
Mas voltando à Venezuela, não entendi pq tamanha indignação com o presidente, afinal alguém que fala mal do senado brasileiro tem grandes chances probabilística de ter razão.
Logo depois, voltaram a falar mal da Venezuela, desta vez em outra reportagem, sobre o encontro da OEA (Org. dos Estados Americanos?!). A "Sr. Arroz" falou que os países americanos deveriam intervir na Venezuela, pois ela ameaça a Democracia! Hum... mas peraê! Intervir em um país não é contra os ideais democráticos? O país da "Srta. Arroz" já não faz isso em outros países?
Neste momento, uma vozinha em minha mente diz:
- Isaba, quem falou em ideais? Estamos falando da grande e bela Democracia. Isso não tem nada a ver com ideais!

Por último, mas não menos importante, vi uma reportagem sobre uns grafiteiros brasileiros que pintaram um castelo na Escócia do século 13 (ai do lado). O Sr. "Conde-sei-lá-do-que", dono do castelo, achou a princípio tudo muito estranho, mas agora ele está se sentindo um visionário renascentista.
Enfim, o JN me fez relembrar uma filosofia que eu aprendi vendo Smallville, ontem de manhã no SBT (só p/ não dizer que eu tô puxando saco da Globo): a natureza humana é muito dual.
Isso foi dito por um criptoniano para o Clark Kent. Eles discutiram pq o tal criptononiano não entende pq o Clark se envolve tanto com 0s humanos, que afinal são seres tão evolutivamente involuídos!
"Oh! Cride, fala p/ mãe: - Que tudo que a antena captar, meu coração captura!"
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