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sábado, 21 de novembro de 2009

Fim de ano chegando e temos aquela velha mania de começar a pensar como tudo foi e o que queremos que seja diferente no ano que vem. Ainda não dá para fechar o balanço de 2009 mas posso dizer que o desafio do ano foi lidar com pessoas.

Nunca me achei uma pessoa pragmática, pois analiso muito tudo dentro da minha cabeça, e acho que isso não é coisa de gente pragmática, mas ouvindo a maioria das pessoas com as quais eu convivo falar, passo a pensar que as pessoas são muito escravas de "jogos mentais" que elas mesmas criam.

Outro dia, ouvindo um casal de amigos falar sobre o que eles acreditam em relação a relacionamentos amorosos, eu fiquei até cansada de ouvir e tentar entender o número de considerações que eles faziam sobre o tema.

"As pessoas viajam." Quantas vezes eu me peguei pensando isso esse ano. O que me faz pensar se realmente as pessoas "viajam" em jogos neuróticos, ou se sou eu que não consigo compreender as pessoas. Tenho sentido cada vez mais uma grande impaciência para assuntos em que as pessoas fiquem conjecturando sobre a vida e os outros. Me dá vontade de dizer: viva. Não fique conjecturando. Deixe isso para questões mais existenciais ou metafísicas. Não se importe tanto com a opinião da maioria das pessoas, elas são efêmeras, mas podem te engessar, te impedir de viver de ser feliz e de nada valem para a tua existência. São só opiniões externas e incontroláveis, que em geral, nada refletem o que você é.
Tem gente que dá vontade até de sacudir para ver se sai desse transe.

Enfim... Estou passando por uma fase de grande impaciência com o próximo, rs;

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A verdade está lá fora?

Hoje, ao ler as notícias do dia, me deparei com uma bela imagem que vocês verão logo abaixo. É a imagem de uma nebulosa. O termo nebulosa é usado para definir os estágios finais de estrelas de pouca massa. Como sei isso? Pelo simples fato de achar imagens do espaço muito bonitas, acabo aprendendo um pouquinho sobre o universo. O que tem lá, como é... Minha paixão é tão grande, que até coloquei as minhas imagens preferidas em um álbum do meu perfil do orkut, o qual intitulei: "A verdade está lá fora?". Neste título eu resolvi brincar com o slogan da série "Arquivo X" que afirma que a verdade está lá, eu, particularmente, me permiti o benefício da dúvida.

Mas, o que motivou minha postagem de hoje, foram os comentários dos leitores encontrados abaixo da reportagem sobre a tal nebulosa. Os comentários pareciam uma verdadeira guerra religiosa. De um lado os ateus adoradores da "Ciência" e do outro os crédulos adoradores da "Criação Divina". Todos duelando pelos créditos da beleza da imagem.
Dei um grande suspiro diante de tanta mediocridade. Eu mesma sempre me pergunto porque leio os comentários dos leitores. Sempre tenho essa sensação... vai ver é um tipo de masoquismo!

Mas, mudemos de assunto, contemple você também essa imagem:

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Habeas corpus para Jefferson

Em geral, eu costumo comentar aqui no blog coisas que eu li ou vivi.
Hoje vou apenas postar um texto do jornalista Zuenir Ventura, a quem admiro muito, que eu recebi por e-mail de um amigo em resposta ao meu "e-mail-indgnação" que eu coloquei em minha última postagem.
O texto do jornalista demonstra de forma muito inteligente como a justiça nesse país é injusta (tá certo, o trocadilho é muito ruim, pior ainda pq é real).

Boa Leitura!

Habeas corpus para Jefferson


Aproveitando a onda do liberou geral, anuncio que estou em campanha para obter um habeas corpus. Não para mim. A seguir, vocês verão para quem, conhecerão minhas alegações e espero que me apóiem. Se em menos de 48 horas Daniel Dantas ganhou dois. Se Naji Nahas, Celso Pitta e todo o grupo também conseguiram os seus rapidamente.
Se Salvatore Cacciola, velho freguês, vai obter outro mais cedo ou mais tarde, por que Jefferson Hermínio Coelho não merece um, após 20 dias de prisão? Para quem não leu a notícia, ele cometeu um crime com requintes de azar e confusão. Imaginem que com tanta gente para assaltar num domingo de junho na orla de Fortaleza, foi escolher logo quem? Logo o presidente do Supremo Tribunal Federal! Assaltar, não, roubar. Que roubar? Nem isso. Tentou e fracassou. Tão desastrado é que, ao arrancar o cordão de ouro do pescoço do ministro Gilmar Mendes, foi agarrado por dois PMs e dois seguranças que escoltavam o juiz.
Jefferson tem 18 anos e é um amador, aprendiz de assaltante. Pelo fiasco, encontra-se numa cela com mais quatro presos, e ainda não pôde receber qualquer visita. Nem do pai, que está indignado. Queria para o filho o tratamento que a vítima dele, como presidente do STF, concedeu ao dono do Opportunity, mandando libertá-lo duas vezes, apesar das acusações de formação de quadrilha, corrupção ativa, evasão de divisas e gestão fraudulenta de instituição financeira.
A madrasta do rapaz está igualmente revoltada. “Não sei se foi uma aventura ou brincadeira de mau gosto. Mas ele é réu primário e, por lei, tem direito a responder em liberdade”, alega Antônia Raimunda. Mas, também, por que a família não arranja um bom advogado? Por menos de R$ 1 milhão, conseguiria um no Rio ou em São Paulo.
Se o seu caso fosse parar no STF, Jefferson encontraria certamente a boa vontade de vários ministros, inclusive da vítima, que já tinha recebido críticas pela suposta liberalidade com que mandou soltar presos da Operação Navalha na Carne em 2007. A repórter Carolina Brígido revelou numa matéria como a Casa é pródiga na concessão desse instrumento para réus ainda não condenados em última instância. Todos os dias, segundo ela, uma “enxurrada de pedidos” chega lá. Também no ano passado, o ministro Marco Aurélio Mello mandou libertar 20 presos da Operação Hurricane, entre os quais o bicheiro Turcão. Isso sem falar no famoso, controvertido habeas corpus de 2000, graças ao qual Cacciola fugiu para a Itália, onde viveu livre e solto por oito anos, até dar uma chegada a Mônaco com a namorada, achando com certeza que estava no Brasil. Foi preso. O pedido de extradição acabou sendo aceito, e ele voltou declarando: “Estou tranqüilo, confio na Justiça brasileira.” Pena que Jefferson não possa dizer o mesmo.

sábado, 19 de julho de 2008

Antendendo à previsões trágicas

Estava com pouco tempo para escrever no blog, e agora que estou de férias por 2 semanas, tinha pensado em várias coisas sobre as quais eu poderia escrever. Mas, infelizmente, começarei com uma má notícia.
Em maio, escrevi sobre uma tribo indígena que se estabeleceu no bairro de camboinhas, Niterói.

Essa semana, infelizmente soube que as ocas dessa tribo foram incendiadas.
Abaixo segue o e-mail de desabafo que escrevi para alguns amigos e um vídeo com uma reportagem feita pelo Jornal Hoje sobre o assunto.

Lembram dos playboys que colocaram fogo em um índio em Brasília?
Onde eles estão? O que aconteceu com eles?

Pois bem, essa semana, em Niterói, colocaram fogo em ocas de índios que viviam sobre um sambaqui em camboinhas, aqui em Niterói.
Você ouviu falar sobre isso? Provavelmente não. A imprensa pouco divulgou.
Por isso estou mandando esse e-mail! Para que isso seja divulgado!
Abaixo segue um link com uma reportagem sobre o assunto feita pelo globo online. Mas não deixem de ler os comentários altamente preconceituosos dos leitores! Provavelmente eles pensam igual a quem colocou fogo em moradias, um templo e uma escola usados por mais de 30 índios!
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/07/18/ief_suspeita_que_incendio_em_ocas_de_niteroi_foi_criminoso-547311908.asp
Esse é o país em que vivemos!
É foda!


domingo, 29 de junho de 2008

De volta!

Bom, após uma pausa alienante, estou voltando as considerações críticas que se passam nessa cabeça aqui.

Recebi um vídeo pela internet excelente que discute os ciclos de produção, consumo e descarte e como o padrão de vida altamente ligado ao consumo foram estabelecidos nos EUA. O vídeo se chama "A História das Coisas" ou "The Story of Stuff".
Será que somos como os norte-americanos? Certamente que ainda não, mas como tendemos a reproduzir os padrões deles, temos que tentar nos libertar desse paradigma do consumo.

Mas, se essa "libertação" é muito difícil, mesmo para quem tem uma visão crítica sobre o assunto, imagina para que nunca parou para pensar nos prejuízos causados pelo excesso de consumo!
O prazer de comprar atualmente é muito ligado a satisfação imediata e somos seduzidos e ludibriados a todo tempo por comerciais que nos mostram o quanto seríamos melhores e mais felizes se comprássemos mais coisas.

Nem vou escrever muito sobre isso, pois acho que o vídeo é muito bom e explica essas coisas muito melhor do que eu.

Acho fundamental esse questionamento sócio-histórico que a autora faz para entendermos como chegamos até esse paradigma do consumo exacerbado, e para que possamos tentar saltar rumo a um outro, independente do quanto isso seja utópico. Como o vídeo diz: o sistema baseado no consumo insustentável foi "criado por pessoas e como nós também somos pessoas, podemos criar algo novo".



Além desse vídeo, hoje assisti ao filme "Saneamento Básico". Ele é muito bom e divertido (como tudo feito pela Casa de Cinema de Porto Alegre e pelo Jorge Furtado que eu vi até hoje). Recomendo fortemente!
Dá para ler a sinopse do filme no wikipédia, mas resumindo, a história fala sobre uma pequena cidade no sul, que possui problemas provocados pela falta de saneamento básico, mas o município só dispõem de uma verba para a produção de filmes. Os moradores decidem utilizar a verba para o filme na construção de uma fossa, mas para isso, precisam produzir um filme para justificar o uso do dinheiro em questão.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente

Ontem, como programa de feriadão de Corpus Christi, fui visitar a mais nova aldeia indígena de Niterói.
Isso porque como eu sou assim, meio "nerd", não podia simplesmente ir a praia no feriado, hehe.
Mas, voltando ao assunto que interessa, eu disse "mais nova aldeia", pois essa aldeia surgiu esse ano, formada a partir de índios que vieram da cidade de Parati e se instalaram sobre um Sambaqui no bairro de Camboinhas, que é um bairro de classe média alta. Dá para imaginar que a associação de moradores de lá está "adorando". Segundo reportagem, a associação encaminhou ofício ao ministério público questionando a propriedade da terra e alegando que os indígenas estão destruindo área de restinga, de preservação ambiental.

Quando li a reportagem, achei engraçado os moradores VIPs questionarem a propriedade das terras. Até onde a minha cultura tupi e niteroiense permite, que eu saiba, Camboinhas era um nome indígena dado a uma frutinha abundante na região. Rezam algumas lendas que misturada com cachaça fica uma delícia, mas eu particularmente nunca vi essa fruta.



Para quem não conhece a história, Niterói (ou águas escondidas) foi a única cidade brasileira fundada por um índio, o famoso Araribóia, que em tupi-guarani quer dizer "serpente da tempestade" ou "cobra-feroz". Ele foi cacique da tribo dos Temiminós, do grupo indígena Tupi, em meados do século XVI. O seu domínio era a ilha de Paranapuã (hoje ilha do Governador). Arariabóia lutou ao lado de Mem de Sá pela expulsão dos franceses das águas da Guanabara e em troca recebeu de presente as terras que ficavam do outro lado da baia (ou da poça).

Então, como assim os índios não tem direito de viver aqui?

Todas essas questões serviram de estímulo para a minha visita de ontem. A princípio, devido a esse conflito entre índios e a associação de moradores, fui meio reticente. Até tinha pensado em levar uma máquina fotográfica, mas achei melhor não fazê-lo. Qual foi minha surpresa ao ver a aldeia lotada de "turistas" tratando os índios como se fossem uma atração de parque. De repente ouço a seguinte frase de 2 meninas visitantes sobre uma criança indígena: "Ai que fofinho, ele tá peladinho". Comecei a achar tudo aquilo surreal e sinceramente não tenho uma opinião formada sobre os rumos daquela ocupação. É certo que os índio tem todo direito, não só pela história do município, mas porque eles estão ocupando uma área de sambaqui, o que por lei é considerado como terras indígenas.

Não é preciso se preocupar com a hipócrita preocupação de destruição da restinga levantada pela associação de moradores, eles já fizeram isso muito antes que os índios. Sabe aqueles condomínios da barra que desmatam a área de restinga e colocam grama e uma bromélia perdida para dizer que preservam a vegetação de restinga? Então, lá é a mesma coisa.
No local onde estão as ocas, havia apenas capim e só perto da lagoa, em área não ocupada pelos índios, há vegetação típica de restinga. Do lado das ocas tinha uma estufa com mudas mas eu não consegui entender se isso pertencia aos índios ou a algum outro projeto.

Só para finalizar, o título do "post" foi tirado da música "Ìndios" do Legião Urbana. Foi até meio irônico ter ido lá no feriado de Corpus Christie que é um feriado da Igreja Católica que celebra a presença de Cristo na Eucaristia. Neste dia, todo católico é obrigado a ir a missa, e eu fui visitar uma tribo que até hoje sofre com as consequencias da dominação e catequização.
Araribóia não fugiu a regra e para virar um homem importante, foi batizado sobre a alcunha de Martim Afonso em homenagem ao nobre português Martim Afonso de Souza. Martim vem do latim e quer dizer guerreiro e Afonso, do grego, nobre, diligente, atencioso.

As reportagem sobre a ocupação dos índios está em
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL456844-5606,00-ALDEIA+EM+PRAIA+DE+NITEROI+OPOE+INDIOS+A+DONOS+DE+CASAS+DE+LUXO.html

sábado, 17 de maio de 2008

Outra opinião

No último "post" comentei como casos explorados pela mídia tiveram impacto nas minhas últimas aulas. Um desses casos foi o envolvimento do jogador Ronaldo com travestis. Hoje assisti a um vídeo no YouTube com um comentário do cantor Caetano Veloso sobre o tema. Como eu concordei bastante com o que ele disse, e acho que o que ele fala no final é o que realmente deveria ter sido valorizado nesse caso.

sábado, 3 de maio de 2008

Indignação (só mais uma)

Já que a última postagem foi de desabafo, esta vai ser de indignação.

No começo da semana, assisti a uma reportagem que dizia que "um homem suspeito de chefiar o tráfico de drogas no morro do Cantagalo, na zona sul do Rio de Janeiro, foi preso com um crachá de vigia da Construtora OAS, responsável pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)."

Recentemente fui convocada para um concurso para o magistério. Entre os documentos exigidos, constava um atestado de antecedentes criminais. Para ter esse atestado, fui a um cartório e gastei 23 reais para obter o tal atestado.

Ou seja, eu, uma pessoa idônea, tive que pagar para provar minha idoneidade e exercer meu trabalho de professora, enquanto um fora da lei é contratado como segurança de uma empresa que recebe verba públicas.

Mais uma das muitas maluquices que aturamos nesse país da impunidade!!!

"O Brasil é o país do futuro..." Cadê esse futuro?

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Quer resolver o problema do aquecimento global? Dê um "click"!

De volta das desejadas e usufruídas FÉRIAS!

Gente,
hj eu vi uma das coisas mais surreais da internet: um calculador de emissões individuais de carbono.

Ele faz umas perguntas básicas do tipo quanto você gasta por mês em dinheiro, energia, se tem carro a gasolina, anda de ônibus, etc e estima quanto cada pessoa contribui para a emissão de gás carbônico.
A idéia do calculador, não foi o que me surpreendeu.

Eu já conhecia sites que calculavam a "pegada ecológica", ou seja, qual seria a quantidade de planetas Terra necessária caso todos os habitantes do planeta tivessem os mesmos hábitos de consumos que os meus.
No primeiro site desses com o qual tive contato, http://www.ecologicalfootprint.org/Global%20Footprint%20Calculator/GFPCalc.html
fiquei feliz, afinal como não tenho carro, nem uma casa grande, etc, o mundo estaria a salvo se todos fossem como eu, hehe. O próprio site indica que isso é só uma estimativa para questionar os padrões de consumo e eu já tinha inclusive usado eles com alunos para discutir crescimento sustentável e dinâmica de populações humanas.


Recentemente encontrei um site similar em português http://www.pegadaecologica.siteonline.com.br/
Este site tem um maior número de perguntas, e segundo ele, se todos fossem como euzinha aqui, precisaríamos de 1 planeta mais um terço de planeta (opa! vou passar a andar mais).

Mas, o mais surreal sem dúvida foi o site do calculador de emissão de carbono!!!
Ao final, descobri que eu sou responsável pela emissão de 12,97 toneladas de CO2 por ano! Não há nenhum parâmetro de comparação para saber se isso é bom ou ruim mas chegaremos enfim na parte surreal:
Segundo o site, para eu resolver o problema, eu teria apenas que plantar 86 árvores por ano e eu poderia fazer isso apenas dando um clique!
Dei o tal clique e apareceu uma tela dizendo algo sobre o mundo ser salvo por pessoas tão consciente quanto eu, blá, blá, blá... por apenas 1032 reais.


Dá p/ acreditar nisso??? Na surrealidade? Dê um clique, pague 1000 reais e resolva o problema do planeta! Simples assim.

Tem coisas que o dinheiro não compra, mas p/ as outra...

Caso tenha ficado curiosa(o), o calcule sua emissão e prepare o cheque
http://www.thegreeninitiative.com/calculator/pt/calculator.php

Esse negócio de Educação Ambiental e mudança de hábitos não tá com nada! O lance é dar um clique!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Eu fiz do meu jeito!

No último "post" eu disse que ia tirar férias, inclusive do Blog,
mas, ontem eu vi uma das melhores coisas que eu vi na TV no últimos tempos:
Um comercial do Greenpeace.

Não, não quero puxar o saco do Greenpeace, acho eles mto "farofas" na maioria das vezes, mas devo admitir que achei o comercial genial.

Para quem não viu, ele está em http://br.youtube.com/watch?v=ma4g0hp2Eh8

Ao som de "My Way"... Perfeito! Não vou tecer mais comentários! Só vendo.

"And now the end is near
And so I face the final curtin
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain
I've lived a life thats full
I've travelled each and every highway
and oh much more than that
I did it my way

Regrets I've had a few
But then again too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exemption
I planned each chartered course
Each careful step along the by-way
And more, much more than this
I did it my way

Yes, there were times
I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all
And I stood tall
And did it my way

I've loved, I've laughed, and cried
I've had my fill, my share of losing
And now, as tears subside
I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way
"Oh no, oh no, not me
I did it my way"

For what is a man, what has he got?
If not himself then he has naught
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels
The record shows I took the blows
And did it my way

Yes, it was my way"

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Sobre o pan... ah! vamos falar de outra coisa

Minhas caras e meus caros (damas primeiro),
Ia escrever um texto para falar mal do PAN, mas pense bem...
Só nesse blog, eu já falei mal do Jornal Nacional, dos EUA, do Live Earth, da Classe Média, ...
Enfim, tenho ainda uma grande lista de coisas a falar mal.
Fazer o que?! Viver em sociedade inspira críticas e digamos que a nossa sociedade inspira muitas (desde uma escala que vai de Niterói ao Brasil, p/ não falar do mundo).
Dia desse, comentei brincando, com uma amiga, que tenho que parar de fazer críticas, afinal, sou uma mulher solteira e mulher solteira reclamando, hum... é sinal de que é "mal-amada" (ou se prefirirem, "mal-comida").
Bom, o que me consola é que se eu estivesse com alguém, teria outras exigências como: quando casar, depois quando ter filhos, depois mais filhos, netos, ...
Essa coisa de que a mulher tem os mesmos direitos que os homens é uma grande balela.
Sei que estou longe de ser a primeir a dizer isso, mas só gostaria de ilustrar mais o assunto.
Todos certamente lembra da mulher que foi espancada na Barra, primeiro por que acharam que ela era prostituta e depois porque "isso não era hora de mulher direita estar na rua".
Todo dia que eu saio para trabalhar às 5h50 da manhã, está escuro ainda. Todos esses dias eu lembro dessa história e quando eu vejo as pessoas na rua, torço p/ quem pensem que eu sou uma "moça direita e trabalhadora". É minhas caras e meus caros... é aqui onde chegamos.
Além disso, sou obrigada, quando vou à banca de jornais, a ver pilhas de revistas com "mulheres objeto" e não são só as revista de mulheres peladas não! As próprias revistas ditas femininas tratam as mulheres como objetos que devem se esforçar para cumprirem um rótulo de ser gostosa, agradar a um homem na cama, etc, etc.
Quando chego em casa, ainda vejo comerciais de cerveja. Esses então, nem preciso comentar.
Já cortei da lista de cervejas que eu bebo a Cintra e a Sol pelo conteúdos extemamente machistas, daqui a pouco não sobra nenhuma marca.
Nem os livros didáticos escapam! No ano passado, na licenciatura, vi que os textos sobre a parte de reprodução humana mostram uma mulher passiva frente a um homem que é ativo e determinante. O óvulo é uma célula grande e monótona, enquanto o espermatozóide é ativo e decisivo. Uma grande distorção que foi considerada como "muito natural" pela maioria dos alunos com quem conversei na época. A maioria dizia: "ué? Mas não é isso mesmo?!".
P/ terminar sem reclamar, p/ enfim não acusarem que minha impaciência e intolerância tem um fundo afetivo-hormonal, deixo um trecho da música "Primeiro de Julho" de Renato Russo (se não me engano) brilhantemente gravada por Cássia Eller. Sempre que ouço essa música, acho que quem escreveu entende bem do assunto de ser mulher!
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou
mulher

Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem
quiser


Para quem quiser ver o resto da letra:
http://vagalume.uol.com.br/cassia-eller/1-de-julho.html
Quem se interessar sobre as representações
em livros didáticos citadas, me manda uma msg
que eu digo o nome do texto.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Vamos salvar o planeta? Pode deixar, os americanos fazem isso por nós.

Fiquei acordada neste domingo disposta a ver uma iniciativa em prol da defesa de nosso planeta. Já estava desconfiada no começo, afinal, imagine shows simultâneos ao redor do mundo. Imagine quanto dinheiro e energia se gastou, quanto lixo se gerou...

Mas, para não dar uma de “eco-chata” até tentei pensar que isso era a forma de mobilizar as pessoas. A forma que dispomos em um sistema tão distorcido.

É que nem jantares beneficentes. Se gasta a maior grana p/ fazer um jantar super elitista para arrecadar dinheiro para “meia-dúzia-de-pobres-coitados”. Ou festa de premiação de ONGs ou projetos sociais. A pergunta mais óbvia é: pq não usar diretamente esse dinheiro para ajudar quem realmente precisa?! Nesse quesito, vale muito a pena ver o filme “Quanto Vale ou É por Quilo?” O nome é estranho, mas o filme é muito bom e encontrável em locadoras.

Voltando a “bem” intencionada tentativa de salvar o mundo, mesmo desconfiando, vi ao(s) show(s) na tv. No começo, Mr. Al Gore disse que a Música uniria o mundo em uma causa global. Ai, pensei que ao menos teria a oportunidade de conhecer artistas de diferentes partes do mundo, conclusão:

Vi a Shakira na Alemanha,

Liking Park no Japão

Black Eyes Peaces e Madona na Inglaterra

Sara Brightman na China

E finalmente Lenny Kravitz e Xuxa no Brasil.

Será que eu devo escrever Brasil ou BraZil.

Para completar, o Xou da Xuxa tinha dançarinos vestidos de jogadores de basquete e as tradicionais paquitas (que mais parecem “cheer leaders”).

Ou seja, o que podemos entender desse show? Que os americanos, que são os maiores responsáveis pelas emissões de gases estufa, que não estão nem ai para o tratado de Quioto, querem chamar a atenção do mundo com seus fantásticos artistas pop. Se o objetivo era mobilizar o mundo, por que não convidar artistas regionais para mostrar que com toda diversidade, sofreremos as mesmas conseqüências? Por que o show se chama “Live Earth”? Por que o Al Gore, que consome o equivalente a 6 família norte-americanas, segundo a imprensa, finge ser tão ingênuo e bem intencionado.

Quanto vale ou é por quilo?

PS: Desprezo inclusive os cientistas britânicos que tocaram na Antártica! Possivelmente eles não estão nem ai para o aquecimento global, devem estar mais preocupados com o status de suas pesquisas e em ter o que fazer na lá.


PS2: Por que o Bono do U2 que, também é um cidadão tão “bem” intencionado, não participou?

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Já repararam o quanto assistir ao Jornal Nacional é emocional?!

Após algum tempo de alienação premeditada, hj eu voltei a assistir ao Jornal Nacional.

Foi super emocionante e na falta de ter com quem comentar, fica aqui registrado.

Para começar, fiquei sabendo que o presidente da Venezuela criticou o senado brasileiro.
Antes de tudo preciso explicar que passei por uma intensa fase de alienação voluntária, assim como um método zen-budista-ocidental-contemplativo (se isso colar eu ganho dinheiro).
Mas voltando à Venezuela, não entendi pq tamanha indignação com o presidente, afinal alguém que fala mal do senado brasileiro tem grandes chances probabilística de ter razão.


Logo depois, voltaram a falar mal da Venezuela, desta vez em outra reportagem, sobre o encontro da OEA (Org. dos Estados Americanos?!). A "Sr. Arroz" falou que os países americanos deveriam intervir na Venezuela, pois ela ameaça a Democracia! Hum... mas peraê! Intervir em um país não é contra os ideais democráticos? O país da "Srta. Arroz" já não faz isso em outros países?


Neste momento, uma vozinha em minha mente diz:


- Isaba, quem falou em ideais? Estamos falando da grande e bela Democracia. Isso não tem nada a ver com ideais!


Por último, mas não menos importante, vi uma reportagem sobre uns grafiteiros brasileiros que pintaram um castelo na Escócia do século 13 (ai do lado). O Sr. "Conde-sei-lá-do-que", dono do castelo, achou a princípio tudo muito estranho, mas agora ele está se sentindo um visionário renascentista.

Enfim, o JN me fez relembrar uma filosofia que eu aprendi vendo Smallville, ontem de manhã no SBT (só p/ não dizer que eu tô puxando saco da Globo): a natureza humana é muito dual.

Isso foi dito por um criptoniano para o Clark Kent. Eles discutiram pq o tal criptononiano não entende pq o Clark se envolve tanto com 0s humanos, que afinal são seres tão evolutivamente involuídos!

"Oh! Cride, fala p/ mãe: - Que tudo que a antena captar, meu coração captura!"